Parecia que estava sozinha naquela imensa sala. Enquanto Anne se distraia com algumas folhas de jornal, lá estava ela na janela. Mary observava concentrada para aquela rua. Vazia, escura, não havia sinal de vida lá fora. Anne apenas se perguntava o que de fato ela estava observando, mas não precisava interrompê-la, pois sabia o motivo de sua angústia. Ela já não era a mesma desde aquela noite, em que conheceu David. O homem que transformou por completo a sua vida.
Era janeiro de 1982, Mary estava com seus 18 anos. Tudo o que queria era aproveitar a juventude com seus amigos. Era uma moça difícil de controlar, não se importava com o que seus pais lhe diziam. Sempre estava metida em uma encrenca o que os deixava angustiados.
Deitava em sua cama, Mary observava os pequenos raios de sol entrar pelos vãos da janela velha que mal fechava devido ao desgaste. Pensamentos confusos vinham a sua mente, o que faria com sua vida? Qual seria a próxima confusão em que se meteria? Será que era realmente o que a deixara feliz, causar sofrimento a sua família.
_Mary levante-se! – era sua mãe Cristine à porta, com uma pilha de roupas nos braços – você precisa me ajudar a guardar as roupas e a cuidar de suas irmãs.
Madelaine estava com doze anos e Maylle com oito anos. Ambas estudavam em um colégio chamado San Alerrandro a poucos quilômetros da fazenda em que viviam na pequena cidade de Adelaide.
Ninguém acreditara que realmente eram irmãs. Enquanto as duas menores eram o exemplo de boa educação, motivo de orgulho para seus pais, Mary fazia questão de deixar sua marca de irresponsabilidades por onde quer que passasse. Seus pais já não sabiam o que fazer com ela, foi quando Richard, seu pai conheceu Caroline.
Caroline era uma mulher em seus quarenta e dois anos de idade, pós – graduada em Psicologia e vivia no centro da cidade de Perth. Seu trabalho se resumia em ajudar jovens conturbados, muitos dos quais eram dependentes de álcool e drogas. Com o auxílio de um grupo de empresários, ela mantinha uma clínica de recuperação, onde passava a maior parte de seu tempo.
Foi na biblioteca pública de Adelaide, em que ambos se conheceram. Richard estava à procura de um dos romances da autora Cicília Petricksvick, quando um livro caiu aos seus pés. Caroline acidentalmente o derrubara causando tremendo barulho. Todos na biblioteca se espantaram com o barulho causado.
Richard se abaixou para pegar o livro, para sua surpresa era o livro que procurava. No mesmo instante se sentiu feliz por saber que havia mais alguém que admirava Cicília Petricksvick. Toda encabulada pelo tremendo acidente que causara, Caroline contornou o corredor em que estava para se dirigir a Richard que estava no corredor da frente.
-Olá – disse Caroline estendendo a mão direita – desculpe-me pelo acidente, estava tão empolgada com os livros que encontrei de Cicília Petricksvick que acabei esbarrando na pilha de livros que eu separei.
-Não há problemas, incidentes acontecem - disse Richard, olhando diretamente para seus olhos - ainda mais quando se trata de Cicília Petricksvick, a melhor escritora romancista que já existiu.
-Nossa! - disse Caroline com um olhar firme para Richard – Atualmente é impossível encontrar alguém que admire como eu a grande Cicília Petricksvick. Uma das maiores escritoras romancistas de minha juventude.
Ambos parados bem ali, não imaginavam o que estava por vir, ou melhor, não planejavam o que aconteceria.
Linhas entre Linhas...
Quando tudo parecer ruim, quando tiver vontade de sumir, coloque um som e escreva. Escreva sem rumo, sem sentido, apenas escreva o que te vier a mente. É isso o que eu faço...
terça-feira, 23 de outubro de 2012
ONDE ESTÁ VOCÊ
domingo, 5 de agosto de 2012
Anti-popular
Cabelos negros, encaracolados, o tipo de cabelo que quem tem
odeia, literalmente odeia. Meu nome é Melissa, não sou o tipo de garota popular
da escola, me definem mais como uma nerd e pra variar; nerd é invisível a não
ser que precisem de sua ajuda com os deveres escolares ou mesmo de notas e
trabalhos prontos.
Acordar de
manhã e ter que encarar três aulas seguidas de matemática com a professora mais
chata do mundo é extremamente chato, ainda consigo me questionar o porquê de
tantos cálculos, ouço sempre que serão muito usados no futuro, mas me digam,
quem vai lembrar de álgebra e cosseno daqui a dez anos? Eu mal consigo me
lembrar da aula que tive uma semana atrás. Só sei que não é nada fácil, ainda
mais quando se está em uma sala como a minha, apesar de não parecer tento
manter em minha mente a imagem de uma escola.
Estou na
sexta série nada de muito novo, as mesmas coisas, as mesmas matérias, os mesmos
assuntos, porém abordados de um olhar crítico diferente dos que vi nos anos
anteriores. As mesmas roupas, as mesmas professoras e professores de sempre, as
mesmas pessoas de sempre, exceto o “Grupo Point Girls” da sala 362.
O “Grupo
Point Girls” é o grupo formado pelas garotas mais populares da escola, quando
elas passam todos devem sair do caminho, não sei o que as torna as mais
populares, não vejo nada de especial em nenhuma delas, até porque precisam
estudar assim como eu e muitos outros...Continua...By Jéssica
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